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A transição do bebê para o próprio quarto

Depois de carregar o bebê por nove meses tão junto de si, muitas mães encontram dificuldade em deixar que o recém-nascido durma em seu próprio quarto. A separação é sentida por ambos, então muitos pais optam por, nos primeiros meses, manter o bebê no quarto do casal. A prática é abraçada por muitos e criticada por outros, que questionam o nível de autonomia que o próprio quarto dá à criança. A Unicef, no entanto, avaliza: o bebê deve dormir no mesmo quarto que os pais, no berço, no moisés ou em uma caminha montessoriana pelo menos até os seis primeiros meses de vida. A indicação se baseia em pesquisas que mostram que estar próximo à mãe reduz os riscos de morte súbita e, ainda, facilita a amamentação.

O berço, moisés ou caminha no chão são os locais mais indicados para o bebê dormir, pois ele precisa de uma superfície plana e firme. O carrinho, por exemplo, pode representar um risco por ser acolchoado. Durante o dia, com supervisão de um adulto, é permitido. Mas, durante a noite há o risco de o bebê rolar e não conseguir levantar a cabeça para respirar, se necessário. Berços e camas que podem ser acoplados à cama do casal são uma boa pedida, já que eles reduzem a necessidade de se levantar várias vezes para checar o bebê.

Atenção: bebês que apresentam refluxo necessitam de uma superfície levemente inclinada na hora de dormir para minimizar os sintomas. É importante consultar o pediatra antes de tomar uma decisão.

O principal motivo dessa proximidade é o fato de que, nos primeiros meses, o bebê deve mamar em livre demanda, ou seja, sempre que ele quiser. Aos poucos, ele vai criar o próprio ritmo. Entre o quarto e sexto mês, pode ser que ele acorde apenas duas vezes para mamar. Uma vez que esse ritmo é consolidado, já é hora de iniciar a transição do bebê para o seu próprio quarto porque, quanto mais velho ele for, mais difícil é para se adaptar a dormir sozinho. As associações de sono também começam nessa fase. Ele pode começar a relacionar o sono à presença dos pais ou ao local (no caso, o quarto dos pais), o que pode dificultar profundamente a mudança.

Verdade seja dita: a transição é, na maioria das vezes, mais difícil para os pais do que para a criança. A preocupação de ir dormir sem ter o bebê ao alcance dos olhos é enorme e deixa muitos pais acordados à noite. No entanto, essa mudança é necessária e segura, se feita corretamente. É preciso escolher um modelo de berço ou cama com o selo do Inmetro e deixá-los sempre livre de acessórios que podem ser perigosos durante o sono (como cobertas, protetores de berço e certos bichinhos de pelúcia). Esperar o bebê arrotar antes de deitá-lo é importante, principalmente, se ele usa a mamadeira. E deve-se sempre deitá-lo de barriga para cima, conforme a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria. A babá eletrônica é também uma grande amiga nesse momento. Alguns modelos vêm com uma pequena câmera acoplada, que permitem escutar e visualizar o sono do bebê de qualquer parte da casa.

Passo-a-passo

A transição não vai funcionar de uma hora para outra. É necessário fazê-la por etapas, de forma com que o bebê vá se adaptando aos poucos à nova rotina. Nas primeiras cinco noites no quarto novo, a mãe pode fazer uma cama no chão para ela e para o bebê. Assim, ele é introduzido ao novo ambiente, mas ainda com a presença dos pais. Aconteça o que acontecer, a mãe não deve voltar atrás e trazê-lo de volta para o quarto do casal.

Nos primeiros três dias, se o neném chorar, a mãe pode primeiro tentar acalmá-lo ao seu lado. Se não funcionar, pode até pegar no colo e acalentar do jeito que ele está acostumado.  Nas duas noites restantes, quando ele chorar, a mamãe deve chegar mais para perto, aconchegar o bebê, pegar no colo se precisar, mas evitar conversar muito e apenas acalmá-lo mostrando que ela está próxima. Assim que ele dormir, deve-se afastar um pouco para que haja uma distância entre os dois. Assim, o bebê já vai se acostumando a dormir com menos companhia.

O próximo passo é colocar o bebê no próprio berço ou caminha. Muitas mães acreditam que é melhor colocar o bebê em sua cama quando ele já estiver totalmente adormecido. Isso é um erro comum porque o objetivo deste passo não é enganar o bebê, o fazendo acreditar que está no aconchego do colo. E sim deixá-lo sonolento para que, cansado, ele vá para o próprio berço e adormeça lá, por conta própria. A mãe pode (e deve) estar deitada num colchão ou cama ao lado.

Logo na primeira noite, os pais podem conversar com o bebê, ainda que ele seja novinho, e explicar que agora a cama dele é em seu próprio quarto. Se o bebê chorar, o indicado é tentar acalmá-lo no berço por, pelo menos, um minuto. Se ele não se acalmar, pode-se pegá-lo no colo e sentar em uma poltrona ou cadeira no quarto. Mas é importante que a mãe não o leve de volta para a cama no chão que ele tinha antes. Esse processo é decisivo para o desenvolvimento do bebê e não se deve retroceder.

Neste ponto da transição, o bebê deve ser colocado toda noite para dormir no próprio berço ou caminha. Se chorar, a mãe ou o pai podem tentar acalmá-lo e colocá-lo de volta, quantas vezes forem necessárias. Isso pode demorar algumas noites, mas o bebê irá, com certeza, aceitar o novo local como sua cama. E, quando os pais se sentirem confortáveis com a mudança, é hora deles voltarem para seu próprio quarto também.

O bebê pode dormir na cama dos pais?

O assunto é polêmico, mas a resposta é uma só: não. A prática pode elevar o risco de morte súbita, de acordo com algumas pesquisas, especialmente se a família não levar em conta certos cuidados (como uso de álcool e outras substâncias que possam tornar o sono dos adultos mais pesado). Um adulto cansado pode movimentar braços e pernas involuntariamente, machucando o bebê. Além disso, pode rolar por cima do pequeno ou empurrá-lo. No entanto, alguns pais aderem ao hábito para facilitar o aleitamento e aumentar o vínculo entre eles e os filhos. Por mais nobre que sejam os motivos, eles não valem o risco.

Segundo especialistas, dividir a cama com os pais também pode causar alguns danos ao desenvolvimento emocional dos pequenos ao limitar a autonomia do bebê e aumentar sua dependência. Além disso, a prática pode causar ainda prejuízos ao relacionamento do casal. É muito importante lembrar que, mesmo com a chegada do bebê, os pais ainda são um casal que deve manter sua intimidade e momentos a sós. Ter um bebê na cama, além de limitar as possibilidades de intimidades do casal, também pode prejudicar o descanso dos pais.

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