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Conselhos que toda mãe está cansada de ouvir (e por que evitá-los)

A maternidade é algo mágico: ela tem o poder de transformar todos ao seu redor em especialistas em gravidez, parto, puerpério, amamentação, introdução alimentar, pedagogia infantil, entre outros. É tanto conhecimento que basta engravidar para que a chuva de conselhos, pitacos e críticas comece a cair. Não leve a mal. Conselhos construtivos, com embasamento e, principalmente, solicitados são muito bem-vindos para a maioria das mulheres. Mas o problema é que não existe uma mãe que, em algum momento da vida, não tenha tido que “sorrir e acenar como uma miss” ao ouvir um comentário inconveniente ou crendice sem noção.

Perguntamos, então, a um grupo de mães quais são os conselhos que elas já se cansaram de ouvir durante ou depois da gravidez. A lista é bem longa, por isso escolhemos os 10 pitacos mais votados. Confira!

  • “Dorme bastante agora, porque depois...”

Quem fala isso, com certeza, não deve saber como o sono funciona. Será que a pessoa pensa que é possível estocar sono? Será que ela acredita que a futura mãe não sabe que bebês podem dar trabalho durante a noite? E o mais importante de tudo: será que a pessoa não percebe que não é nem um pouco construtivo evidenciar esses desafios da maternidade para uma mulher que está prestes a vivê-los?

Mães e pais, principalmente durante a gravidez, precisam de conselhos construtivos e comentários positivos, que os ajudem a entrar nessa nova fase com determinação e alegria. É possível substituir o comentário acima por “existem ótimas técnicas para ajudar o bebê a dormir bem a noite. Você quer que eu te mostre?”

Vamos focar no lado bom!

  • “Come mais! Você está comendo por dois.”

Este é um mito que, se levado ao pé da letra, pode ser prejudicial para a saúde da mulher e do bebê. Ele é tão difundido que inúmeras mulheres acreditam fielmente que precisam ingerir cerca de 500 calorias a mais, por dia, durante a gravidez. Assim se sentem pressionadas a fazer refeições maiores e se preocupam pouco com a qualidade dos nutrientes ingeridos.

De acordo com especialistas, o ideal é que a mãe ganhe, no máximo, 10kg durante a gravidez, ou seja, aproximadamente 1,1kg por mês. As diretrizes do Instituto Nacional de Saúde do Reino Unido afirmam que as mulheres não precisam de calorias extras nos primeiros seis meses de gravidez. Portanto, as gestantes devem manter o consumo de 2000 a 2100 calorias por dia. Este valor deve ser aumentado em cerca de 200 calorias apenas no último trimestre da gestação.

Uma opção, caso a pessoa sinta necessidade de comentar sobre a alimentação da mãe, pode ser “por que você não vem almoçar aqui em casa? Vou fazer uma refeição colorida, variada e rica em nutrientes para você o bebê ficarem ainda mais saudáveis.”

  • “Amamentar é natural! Não seja mole.”

Amamentar é natural, mas, como já citamos aqui (colocar link para texto sobre amamentação), não é um processo tão simples. Muitas mães encontram dificuldades, por diversos motivos, e algumas, simplesmente, não conseguem amamentar. Julgamentos e críticas só atrapalham nesses momentos.

Se a intenção é mesmo ajudar, é possível trocar o comentário por “eu sinto muito que isso esteja sendo tão difícil! Essa fase é complicada mas, talvez, buscar orientação de um profissional seja uma boa. Posso procurar indicações com conhecidos. O que acha?”

  • “Ah, mas o seu leite é fraco. O bebê está tão miudinho.”

Também já falamos disso por aqui (colocar link para texto sobre amamentação): NÃO EXISTE LEITE FRACO! Nas condições normais, o leite materno contém todos os nutrientes que um bebê precisa até os seis meses de idade. O que pode acontecer é o bebê não estar recebendo a quantidade adequada porque a pega não está correta.

Esse comentário, além de uma inverdade, é cruel, pois faz a mãe se sentir como se não fosse capaz de produzir alimento suficiente para nutrir seu bebê. Jamais se deve dizer algo assim para uma mulher. Em vez disso, se alguém reparar que o bebê é miudinho e não conseguir segurar a necessidade de fazer um comentário, pode-se optar por dizer “ele é uma graça. Vai crescer mais a cada dia!”

Até porque a mãe sabe o tamanho que a criança tem e, se nem ela, nem o pediatra estão preocupados, por que alguém mais deveria estar?

  • “Não pega no colo quando chorar senão fica mimado.”

Essa é a preferida dos psicólogos formados pela faculdade do senso comum. De onde as pessoas tiram que bebês ficam mimados? O cérebro deles ainda não faz esse tipo de conexão. E especialistas afirmam, ainda, que deixar o seu bebê chorando para que ele se acalme sozinho pode gerar inúmeros problemas emocionais no futuro.

Os bebês choram sempre por algo que lhes produz mal estar: sono, medo, fome, frio, calor, além da falta de contato físico com sua mãe ou outras pessoas do seu entorno afetivo. Este é o único mecanismo que eles têm para nos fazerem entender que algo não está certo.

A neurocientista e professora no Departamento de Farmacologia e Fisiologia na Universidade Drexel, na Filadélfia (EUA), Andreia Mortensen, explica que, em geral, a norma cultural é a de que o choro não deve ser atendido imediatamente ‘para não acostumar mal’. Isso provavelmente vem da crença de que o aprendizado vem do sofrimento e não do exemplo e da empatia. Para a neurocientista, é um mito que atender ao choro cria filhos dependentes. Nenhuma dessas crenças são baseadas na neurobiologia do desenvolvimento infantil, nos estudos atuais da neurociência e trauma infantil.

Então, dá para substituir o comentário por “olha como ele se sente seguro com você. Para de chorar na hora!”, por exemplo.

  • Você não tem medo de deixar na creche com estranhos não?

“Nossa, agora que você comentou, tenho sim. Deixa eu pedir demissão do meu emprego aqui rapidinho. Obrigada!”

Para a maioria das mães, voltar ao trabalho depois da licença-maternidade e ter que deixar o bebê, seja em uma creche, seja com um familiar ou uma babá, já é angustiante o suficiente. Não ajuda nem um pouco fazer comentários que balancem a confiança da mãe na pessoa ou instituição que ela escolheu para estar com o filho.

Além disso, especialistas afirmam que a creche é um ambiente especializado, com professores habilitados para favorecer o desenvolvimento pleno dos bebês. Por isso, as famílias podem considerar esse local como uma importante ajuda para aprimorar o processo de aprendizagem dos seus filhos.

O comentário acima pode ser facilmente substituído por “está animada para voltar a trabalhar? Aposto que o seu bebê vai fazer vários amiguinhos na creche. Você vai ver!” Que tal?

  • Vou dar só um pedacinho pra ele, senão fica agoado

“Deveria ser crime dar alimentos para os bebês sem a permissão dos pais”, disse uma das mães que entrevistamos. Não cabe a ninguém decidir quando o filho dos outros deve começar a ingerir determinados alimentos. Talvez a família siga uma dieta mais restrita e existam certas comidas ou bebidas que os pais escolhem não incluir na alimentação do filho. Talvez a criança seja alérgica. Então, se alguém quer oferecer algo para um pequeno, deve perguntar aos pais antes. E respeitar, caso eles digam não.

Nem precisava sugerir, mas a pessoa pode trocar o comentário pela pergunta, no caso: “posso dar uma provinha pra ele? Não? Ok, tudo bem!”

  • Parto normal? Nossa, corajosa!

Toda mulher que ouve esse comentário sabe muito bem que ele não representa um elogio. Ele é uma tentativa de desestimular a mãe a viver aquela experiência.

Em um país marcado pela violência obstétrica, por uma epidemia de cesáreas desnecessárias, optar por um parto natural é revolucionário e, sim, um ato de coragem. Devemos tratá-lo como tal. Comentários negativos com relação à dor, ao canal vaginal, à tal pessoa cujo parto normal durou 348 horas são um desserviço.

Neste caso, podemos fazer que nem nossas avós faziam e dizer “desejo a você o seu bebê uma boa hora”. É educado e positivo, como deve ser.

Lembrando que não há problema algum em optar pela cesariana, seja qual for o motivo. O importante é que o parto seja feito de forma segura e do jeito que a gestante sonhou.

  • Ele tá fazendo o seu peito de chupeta.

Parem de dizer isso para as mulheres, por favor. Esta é outra inverdade contada sobre um processo que é extremamente natural e muito importante para alguns bebês.

De acordo com especialistas, quando parece que o bebê está ‘fazendo o peito de chupeta’, ele está, na realidade, demonstrando uma necessidade de sucção não nutritiva maior, e isso geralmente é um indicativo de um pico de crescimento. Esta sucção não nutritiva ajuda o bebê com outras questões além da alimentação, como na regulação das emoções e do sistema nervoso, e até contribui para o desenvolvimento da mandíbula e maxilar.

Em vez de fazer o comentário acima, o ideal é evitar fazer comentários sobre a relação que o bebê tem com a mama da mãe. Mas, se não der para evitar, a pessoa pode tentar “isto é sinal de que ele está crescendo. Que ótimo!”

  • Gente que chega pegando no bebê

Este não é um pitaco, mas é tão errado que não podemos deixar de citar. Todas as mães que entrevistamos contaram que as pessoas simplesmente tocam, beijam ou pegam seus bebês sem nem cogitar perguntar algo à mãe ou ao pai.

Não seja essa pessoa! Nunca, jamais, em hipótese alguma, toque um bebê sem autorização dos pais. O mundo é um lugar sujo e podemos estar carregando inúmeros microrganismos que podem contaminar o bebê, causar infecções, alergias ou coisa pior. Além disso, temos o costume de agir como se crianças não tivessem direitos – mas elas têm. O corpinho do bebê não é público. Nós não saímos encostando em adultos por aí. Então não será tão difícil estender a mesma cortesia aos bebês e crianças.

No lugar de encostar no bebê sem permissão da mãe, a pessoa poderia, talvez, não encostar no bebê sem permissão da mãe. O que acham?

O que você acrescentaria à essa lista?

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